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Santa Catarina Transporte

Retomada do transporte em Florianópolis é de pouco movimento nos terminais

Principal terminal de Florianópolis recebeu poucas pessoas até às 9h desta quarta-feira; população segue se readequando a "nova realidade"

17/06/2020 13h29
Por: Sul Em Foco Fonte: IAN SELL, FLORIANÓPOLIS, ND MAIS
Retomada do transporte em Florianópolis é de pouco movimento nos terminais

Com movimento tímido de passageiros, os ônibus do transporte coletivo de Florianópolis voltaram a circular no início da manhã desta quarta-feira (17).

A retomada ocorre após o governador Carlos Moisés (PSL) permitir que as prefeituras deliberassem sobre as regras do transporte. Os municípios que retomaram o serviço adotaram medidas específicas.

Na Capital, o retorno ocorre com adequações para que os usuários possam usufruir do serviço em segurança. Os ônibus circulam de segunda a sexta-feira e não podem exceder a ocupação de 40% por veículo.

Além disso, o pagamento da passagem é feito somente com o cartão de vale-transporte. Dinheiro não é aceito no pagamento dentro do ônibus.

Funcionário vê movimento “normal”

No início da manhã, por volta das 7h – horário que costumava ser movimentado em tempos sem pandemia -, estava tranquilo nesta quarta-feira, no Ticen (Terminal de Integração do Centro).

Como o comércio da região central está abrindo apenas a partir das 10h, o fluxo de passageiras ficou dentro do esperado, segundo o fiscal do Consórcio Fenix, Marciel Jacinto.

Os passageiros, que ainda estão se adaptando às mudanças, são orientados por cobradores dentro dos veículos. Uma das novas medidas é a proibição de que um passageiro sente atrás do outro. Por exemplo, se o passageiro da frente estiver no banco da janela, o passageiro do banco de trás precisa sentar no banco do corredor.

Conforme Marciel, a principal dúvida dos passageiros se dá em relação aos horários. O transporte coletivo está funcionando com horário de sábado. “A empresa nos deu treinamento, estamos confiantes pra esse retorno”, afirmou.

Como prevenção para a Covid-19, cada funcionário que chega ao Ticen tem a temperatura aferida e preenche um questionário pontuando se teve algum sintoma da doença.

 

Passageiros podem utilizar pias para lavar as mãos – Foto: Ian Sell/ND

Os acentos das plataformas foram retirados para que passageiros não sentem próximos uns aos outros. As lanchonetes também seguem fechadas.

Dispensers de álcool em gel são disponibilizado aos passageiros em diversos pontos das plataformas, além de uma pia para quem quiser higienizar as mãos.

Passageira quis se “prevenir”

O dia começou cedo para a funcionária de um supermercado do bairro Agronômica, Alessandra Correa, 40 anos. Ela saiu de casa, no bairro Prainha, às 6h30. O trabalho no supermercado começa às 8h30.

“Não sabia como estaria o movimento. Quis me prevenir”, explica.

Alessandra Correa aguardava ônibus para ir ao trabalho – Foto: Ian Sell/ND

Segundo Alessandra, o ônibus veio vazio para o Centro e com os passageiros respeitando as novas regras.

“Penso principalmente nas empresas que estavam precisando bancar motoristas de aplicativos para os funcionários”, destaca.

Quando conversou com a reportagem, Alessandra estava na plataforma A, aguardava novo ônibus para chegar ao destino final.

Manhã de boas ações

A manhã foi também de boas ações no Ticen. A voluntária Manuela Vieira, 37 anos, distribui máscaras a passageiros que ainda não tinham a sua.

Manuela doa máscaras em frente a plataforma A do Ticen – Foto: Ian Sell/ND

Manuela trabalha em um projeto voluntário no bairro Monte Cristo e distribui o produto por toda a cidade.

“É uma maneira de ajudar a quem precisa. Não queremos que a cidade dê um passo para trás”, destacou a voluntária.

Passageira teme retorno

A digitadora Ana Carla Fernandes, 24 anos, também saiu cedo de casa, no bairro Ingleses, Norte da Ilha.

“Saí às 6h50. Fiquei preocupada porque o pessoal estava muito perto um do outro dentro do ônibus”, denunciou.

Ana Clara pega novo ônibus para seguir para a região continental – Foto: Ian Sell/ND

Ana trabalha na avenida Governador Ivo Silveira, região continental de Florianópolis. Antes da retomada do transporte coletivo, ela estava trabalhando de casa, em home office, pois estava cumprindo licença maternidade.

Ela vê com receio a volta dos ônibus. “Fico com medo, minha filha pequena está em casa”, afirma.

Se não havia filas nas plataformas, a situação era diferente para passageiros que necessitavam recarregar o vale-transporte ou mesmo adquirir um. Uma longa fila se formou no local. Uma placa instruía as pessoas a respeitarem o distanciamento mínimo.

Fila para compra de crédito – Foto: Ian Sell/ND

Terminais urbanos vazios

O movimento de passageiros foi ainda menor em dois terminais da Capital, o Titri (Terminal de Integração da Trindade) e o Tilag (Terminal de Integração da Lagoa).

“Parece domingo [risos]”, relatou o motorista Jeferson Rosa da Silva, de 40 anos. O profissional começou a trabalhar às 5h desta quarta no terminal da Lagoa.

Álcool em gel para passageiros – Foto: Ian Sell/ND

“Fiz viagens com apenas dois passageiros. E outra, vindo da Joaquina, sem ninguém”, relata o motorista.

Jeferson fala em alívio com o retorno após três meses. Segundo ele, a empresa deu condições para que possam trabalhar com tranquilidade. “Nos deram quatro máscaras, álcool em gel. Só não se cuida quem não quer”, afirmou.

Problemas com horário

Já na Trindade, a moradora do bairro Monte Verde, Mariza Pereira, 30 anos, acabou tendo problemas com horário no primeiro dia de retorno dos ônibus.

Antes da paralisação, ela saia de casa e caminhava até o Titri (Terminal de Integração da Trindade). De lá, ela seguia para o bairro Pantanal, onde trabalha como organizadora de arquivos em uma empresa.

Mariza teve problemas com o novo horário de ônibus – Foto: Ian Sell/ND

Ela chegou antes das 8h no terminal e, para surpresa, o próximo ônibus para o seu destino sairia somente após as 10h.

“Fiquei surpresa, vou ter que pegar outro ônibus para ir até o Centro e fazer uma rota diferente da habitual”, relata.

Para “piorar”, no horário em que sai do trabalho, por volta das 17h, não há horário de linhas que façam o caminho de volta, segundo ela. “Preciso alinhar com meu chefe como vou fazer”, comentou.

Monitoramento

A Guarda Municipal de Florianópolis também acompanha o retorno do transporte coletivo por videomonitoramento. Conforme o o subcomandante da Guarda Municipal, Ricardo Pastrana, o movimento é tranquilo durante a manhã desta quinta.

Ao entrar no ônibus, a população pode fazer check-in por meio de QR Code. A ação é voluntária e não obrigatória. O código é escaneado pela câmera do celular.

Após a leitura do QR Code, uma página será aberta e o usuário responderá se está saindo ou entrando no ônibus. Até as 9h20 desta quarta-feira, 2.344 pessoas haviam feito check-in em Florianópolis.

Intermunicipal só na segunda-feira

De acordo com a Prefeitura de Florianópolis, o reinício do transporte coletivo intermunicipal está adiado para a próxima segunda-feira (22).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o protocolo sanitário das empresas intermunicipais só foi enviado nesta semana e não houve tempo hábil para análise e alterações.

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